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A santidade é uma vaidade

imperfeicoes

Embora possamos ser salvos, e consequentemente transformados em novas criaturas, a verdade é que continuamos sendo essencialmente maus, e contrários aos padrões do que seja correto segundo o Evangelho.

Nossa tendência natural sempre será a de nos entregarmos ao que faz mal, a nós mesmos e aos outros; isso porque nossa natureza é distorcida desde que nascemos, e no nosso interior sempre haverá uma maldade latente.

Por isso, “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos.”

Podemos repetir o que Paulo falou, “Miserável homem que eu sou!”, pois “Não há um justo, nem um sequer”.

Então, nesse sentido, se achar “santo” é uma grande vaidade.

A percepção de santidade que temos de nós mesmos, pode ser uma grande armadilha que nos leva ao orgulho e arrogância, tal como na parábola do Fariseu e do Publicano.

Quem cai nesse engano, começa a ver as pessoas por “níveis espirituais”, classificando as pessoas por “maiores e menores”, “fortes e fracos”, as dividindo em “castas” .

Mas no final, a gente tem que reconhecer que é só pela Graça mesmo que dá para declarar sem medo a certeza da salvação, mesmo com consciência das nossas imperfeições. (Fp. 3.12,15).

De outro modo, todos estariam perdidos, mesmo aqueles que supostamente alcançaram o “nível espiritual” de um “apóstolo” ou “profeta”.

Por isso a glória é só para Ele, o único que é essencialmente bom.

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Como um legalista prega

1) Eles sempre usam termos verdadeiros, mas com significados deturpados. Por exemplo: “Evangelho”, não é O Evangelho, a mensagem de Cristo, mas tradições humanas. “Espiritualidade” se refere à religiosidade. “Princípios”, nada mais é do que moralismo;

2) Eles falam uma verdade para depois introduzir um erro. Por exemplo: Falam de promiscuidade, que reduz a pessoa a um objeto e pedaço de carne, e logo depois complementam falando sobre “batom, brincos, tatuagens.” etc. botando tudo no mesmo pacote;

3) Eles não tem coragem de pregar contra a determinados pecados, como corrupção, para não atingir determinadas pessoas com influência. Mas em contrapartida, são ousados para repreender pessoas sem status ou influência, que vão para uma passeata ou comício;

4) Eles mandam as pessoas de outra religiões para o inferno, mas quando é conveniente usam as práticas dessas religiões para defender seu ponto de vista. Por exemplo: Os budistas podem ser reconhecidos pelas roupas, então nós temos que ser também;

5) Eles nunca contextualizam passagem que vão contra o que eles defendem. Exemplo: Gálatas só é usado para falar sobre a circuncisão e o sábado dos judeus, mas não aplicam o mesmo princípio para as leis/regras criadas pelas religiões atuais;

6) Eles pregam que “o que foi pecado ontem, continua sendo hoje”, porque a “Palavra não mudou”… Menos ser legalista. Para eles, legalismo foi algo condenado no passado, somente para os judeus; hoje é “zelo” pela “sã doutrina”;

7) Eles justificam seu legalismo, pela existência da libertinagem, ou seja, querem combater um mal com outro;

8) Eles escolhem os textos para serem interpretado literalmente quando convém. Exemplo: Quando Jesus disse ao jovem rico para se desfazer de toda sua riqueza, eles falam que “Jesus não quis dizer bem isso”. Mas quando Paulo disse que os homens não deviam ter cabelo comprido, eles falam que “era exatamente isso que Deus quer, é pecado ter cabelo longo”. Assim eles relativizam quando querem, e são inflexíveis quando convém;

9) No começo eles ensinam para os “descrentes” que algo é errado. Aí depois que essa ideia [de que determinada coisa seja pecado] está difundida entre os “descrentes”, eles dizem aos crentes para não fazê-la, não por que seja pecado, mas para não dar motivo “dos de fora” falarem mal da igreja, sendo que foram os próprios religiosos que difundiram essa ideia de “pecado”, não as pessoas “do mundo”;

10) Se uma coisa é verdadeiramente inconveniente, e pode enfraquecer a fé de um irmão mais fraco de consciência, eles não ensinam a Palavra para que com o tempo, as pessoas ganhem maturidade, antes tornam a pessoa cada vez mais escandalizada e fraca de consciência, para que sempre observem o conjunto de regras, pois enquanto houver o “escândalo”, as regras serão justificadas.

11) Eles são seletivos na escolha das coisas “do mundo” que são pecados. Por exemplo: É “pecado” usar roupa e escutar músicas que pessoas não convertidas usufruem. Mas buscam e valorizam o luxo e o conforto, em suas casas e em seus templos, assim como mundo busca; “porque se os incrédulos tem do bom e do melhor, quanto mais nós, que somos o povo de Deus.”


Não religiosos = Religiosos

Atualmente devido ao desgastes da credibilidade, há uma tendência de criticar o Cristianismo, as denominações, pastores, padres e afins.

Praticamente virou modinha escrever textos nas redes sociais contra religiosidade, pregando que, “o Deus quer é o coração”, ou que “o mandamento é o amor”.

E embora essas afirmações sejam verdadeiras, o problema é que elas foram banalizadas, e em muitos casos, viraram apenas frases de efeito e vazias.

Isso porque da mesma maneira que muitos religiosos usam dogmas e tradições para substituir o Evangelho, muitos dos “não religiosos” usam o discurso anti religião como uma compensação para não vivê-lo.

Como se o fato de perceber e reconhecer as falhas e enganos do sistema religioso, tornasse a pessoa automaticamente discípula de Jesus, sem, no entanto, viver com as implicações.

Desse modo, as pessoas discursam sobre a hipocrisia religiosa, mas eles mesmas são hipócritas, por demonstrarem a mesma superficialidade espiritual de um legalista.

Pois assumem que tem a consciência da verdade, mas não acham que tem o dever de obedecê-la.

Falam da “verdadeira religião”, mas continuam com as mesmas mediocridades; em fofocas, julgamentos, e vaidades; valorizando futilidades, sendo indiferentes ao próximo; e tudo isso escondido por trás da reputação de “não religioso”.

Assim para esses pessoas, o Evangelho não é um modo de vida, mas só um tema “polêmico” para ganhar curtidas no Facebook, alimentar o ego e manter status de “subversivo”e “não alienado”.

Quando Jesus esteve encarnado, Ele não foi rejeitado apenas por fariseus e saduceus; meretrizes, publicanos, samaritanos e não religiosos  também não quiseram se arrepender.

E hoje ainda é assim.

 


Marcos 16:15

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” (Mateus 23:15).

Uma coisa que me incomoda, é a ideia de que existem as pregações para crentes, e outras para descrentes. Acho que por causa desse tipo de pensamento, hoje os pregadores e missionários não se preocupam em ensinar o que Jesus ensinou.

E isso causa um grande mal. Por exemplo:

Há milhares de pessoas sofrendo terrivelmente com a ansiedade e culpa em seus corações, precisando de uma palavra de conforto.

Mas em vez de pregar sobre isso, ficamos limitados em ficar dizendo, “venha ser crente” ou, “aceite Jesus”.

As pessoas já sabem que Jesus salva, elas já estão cansadas de saber que Ele vai voltar, sabem também que o inferno e o céu existem.

O que as pessoas não sabem é o que Cristo ensinou, nem como Ele viveu. Porque nós, seus seguidores, não ensinamos.

Como elas vão aceitar o evangelho, se elas não sabem o que é?

Por que simplesmente não pregamos o que Ele ensinou, e deixamos que os Espirito Santo faça o resto?

Talvez isso não aconteça, porque o foco esteja nas adesões, e não a transformação de caráter.

Os frutos do Espírito de Gálatas 5.22 não são mais evidência de conversão.

Se uma pessoa se torna humilde, mansa, misericordiosa, pacificadora e pura de coração, enfim, semelhante a Jesus, tudo isso é visto apenas como secundário.

Em contra partida hoje há uma excessiva valorização do “congregar”, ao ponto que se tornou um pré-requisito para alguém ser salvo. Então o que importa e levantar a mão, ou ir à frente, algo que foi criado no século 19, e nunca foi praticado por Jesus ou os apóstolos (https://discernimentocristao.wordpress.com/2012/02/26/o-que-ha-de-errado-com-o-apelo-na-pregacao/).

Quem faz isso, é considerada uma “nova criatura”. Ora, congregar é para quem é salvo, não para ser salvo, como as igrejas pregam. A primeira preocupação deveria estar em fazer as pessoas entenderem como Jesus viveu.

Se nos evangelismos começássemos a ensinar o perdão, a misericórdia, o desapego aos bens materiais, o sermão da montanha, sem se preocupar em aumentar o número de congregados, veríamos os frutos aparecerem.

Uma pena que se convencionou pensar, que essas coisas são apenas para quem já é convertido.

Quer pregar o Evangelho? Encarne Jesus!: https://www.youtube.com/watch?v=IOSfFm7y9SA


Sobre a luxúria

maçã

Há um provérbio que diz:

“Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem.” (ver 2 Pedro 2.14).

Por uma vida marcada pela luxúria, Salomão sabia bem do que estava falando quando o escreveu.

Tendo tido 700 esposas e 300 concubinas, o rei conheceu na carne a fragilidade do coração humano pela vulnerabilidade aos vícios, como também os sofrimentos de correntes destes.

A natureza de Salomão não era pior do que a nossa, somos feitos da mesma matéria, temos os mesmos instintos, e por isso temos as mesmas inclinações carnais.

Como sabemos, o apetite sexual é inerente para a grande maioria das pessoas, e uma vez que um ser humano se entrega a esses desejos, a tendência natural é que se busque cada vez mais.

Então é uma lógica bem palatável as nossas disposições naturais, considerar que só temos uma vida, e que sendo assim, devemos aproveitar todas as ofertas e oportunidade de prazer fácil que nos apareça.

Como cantava Cazuza:

“Canibais de nós mesmos. Antes que a terra nos coma.”

Escrevendo aos romanos, Paulo teceu duras palavras a pessoas que estavam vivendo exatamente nesse espírito, se entregando ao que ele chamou de “disposição mental reprovável”. (Romanos 1.28).

Tudo que praticamos e absorvemos, tomam espaço em nosso coração, com o tempo a nossa essência vai ficando carregada de pensamentos e sentimentos da natureza de nossos hábitos, nos tornando um deposito de tudo que acolhemos do nosso redor.

E semelhante a Roma naquele contexto, hoje temos uma cultura em que a sexualidade esta desvirtuada, onde as pessoas foram reduzidas a apenas objetos para satisfazer caprichos e carências.

Talvez nunca tivemos de maneira global, tanta disponibilidade de prazer imediato.

Os estímulos são abundantes e constantes, pelos elementos eróticos que estão em todas as partes; desde filmes de humor, a propagandas de cervejas.

Não é por acaso que a indústria pornográfica é uma das mais lucrativas do mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, ela arrecada mais do que marcas de renome, como as ligas principais de futebol americano, basquete e beisebol juntas.

Assim como nunca vai faltar demanda para os oferecem produtos e serviços que saciam uma necessidade básica, como a de alimentos; os que atuam em mercados do sexo, como da prostituição, se manterão por sempre haver público para as sustentarem.

E o ser humano nunca estará satisfeito, quanto mais tem, mais busca.

É um ciclo sem fim.

Se voltarmos para o testemunho de Salomão, veremos que depois de usufruir abundantemente dos prazeres lascivos, o experiente rei conclui que no final, tudo se torna banal.

O que a princípio se apresentava aos nossos sentidos como muito bom, com o tempo se torna comum; como uma música que gostamos muito, depois de escutada dezenas de vezes fica tediosa, ou uma comida que achamos saborosa, e que posteriormente simplesmente não temos o mesmo prazer em degustar.

No fim, para os que se entregam a um estilo de vida promíscuo, o que resta é frustração e vazio, porque tudo é vaidade. (Eclesiastes 1.2).

Por isso Jesus nos aconselha:

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia […].”

Não há como preservar uma alma saudável entregando nossos membros como instrumentos de iniquidade, ou estando com a mente impregnada com toda sorte de pensamentos alimentados por cobiça.

Nesse ambiente de facilidades e de corrupção generalizada, temos que vencer a nós mesmo, dia após dia, para não nos conformar com o mundo, ou com nosso lixo interior.

Para sobreviver espiritualmente devemos estar em constante processo de renovação da mente para preservação do nosso caráter. (Romanos 12.2).

Essa é a recomendação de Cristo para seus discípulos:

“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar de pé na presença do Filho do Homem.”


Espiritualidade e música: A relação do rock com ocultismo e satanismo.

“Onde está a música? Você pode encontrá-la nas cordas vibrando, no bater dos martelos, nos dedos que tocam as teclas, nas notas escritas na partitura e até nos impulsos no cérebro do pianista. Mas são apenas códigos. A realidade da musica é uma forma invisível, misteriosa e difusa que desperta algo nas pessoas sem estar presente no mundo físico.” (Deepak Chopra).

Talvez após a busca por água, alimento e sexo, a música e a religião surgem na natureza humana como respostas às necessidades mais aparentes no cotidiano das pessoas. Povos e tribos desde os primórdios da história buscam transcender pela espiritualidade e arte, se expressando e se aproximando de divindades.

Não poucas vezes esses dois elementos se misturam dando origem há uma poderosa arma na tentativa de preencher lacunas interiores e influenciar terceiros.

A religião se beneficia da música como meio de propagação de suas mensagens, já a produção artística usa a espiritualidade como elemento temático para inspiração.

Ainda hoje há em muitas culturas indígenas, por exemplo,  é comum o uso da música e de drogas alucinógenas, como condicionador para criar uma atmosfera propícia para cerimônias ritualísticas, com danças e transes.

Na Europa Santo Agostinho dizia que “Cantar uma vez é rezar duas.”, pois a aplicação de estruturas melódicas potencializaria a capacidade humana para si ligar com o divino.

Mas praticamente sempre o que havia, envolvia uma crença já estabelecida, com a vinculação de um conceito musical culturalmente aceito, ou mesmo desenvolvida para esse fim, é o caso da música sacra que eram entoadas nas igrejas cristã no século XVI.

Não foi assim com o rock, pois este surgiu com características totalmente antagônicas do que si estava produzindo artisticamente até então, assim o gênero se estabeleceu em oposição a cultura vigente, utilizando os símbolos e termos que remetem a tudo que de pior existiria para religiosidade ocidental.

O rock foi o primeiro ritmo musical que tomou posse de maneira intensa de temáticas quase que proibidas, utilizando uma maneira agressiva, que combinava peso, velocidade e muitas vezes elementos sombrios.

Black Sabbath

Black Sabbath

Pela sua forma e conteúdo, o estilo sofreu críticas e acusações de que muitas de suas músicas estariam fazendo apologia ao diabo e disseminando suas mensagens; há ainda quem afirmasse, baseado no texto bíblico de Ezequiel 28 13-18, que Lucífer, antes de sua queda, era ministro de louvor, o que fortalece ainda mais a ideia do rock como criação do anjo caído, pois ele seria um profundo conhecedor da arte, utilizando, assim, dos seus potenciais para disseminar o mal.

O rock seria então uma distorção de uma música, dita como pura e santa criada por Deus (já que ele não teria poder para criar nada, apenas contaminar e distorcer a criação).  Mas conforme o versículo 14, sua função deveria ser a de sentinela: “Tu eras querubim da guarda ungido…”, já o ministério de louvor, ficaria a cargo dos Serafins conforme Isaias 6.1-3.

Mas se esse rótulo, a princípio, marginalizou o segmento, posteriormente foi muito utilizado como forma de publicidade para autopromoção. No ano de 1976 o roqueiro David Bowie, declarou a revista Rolling Stone: “O Rock sempre foi a música do Diabo… Acredito que o Rock seja algo muito perigoso… Acho que nós artistas e grupos de rock somos apenas o meio de uma mensagem: algo muito mais obscuro do que nós mesmos.”

Essa referência de algo que está para além de uma simples música para entreter, estaria ligada com componentes do ocultismo e satanismo, que embora sejam muitas vezes considerados a mesma coisa, são ambos distintos entre si.

O ocultismo, simplificadamente, seria o que está relacionada com a prática da busca pelo o que está encoberto. Essas práticas têm suas origens na antiguidade, com civilizações como a egípcia, tendo forte ligação com a alquimia (uma espécie de química primitiva). Posteriormente os seus conteúdos foram organizados por Helena Blavatsky, estudiosa das ciências ocultas, que supostamente teria poderes paranormais.

Já o satanismo (diferente do ocultismo) é uma religião, que como o nome já sugere, tem por finalidade a adoração ao Diabo, e propagação de seus ensinos.

A verdade é que não há como negar essas influências em inúmeras bandas de rock, e mais acentuadamente no Heavy Metal; e não há como falar dessa temática enigmática na música, sem citar o nome de Aleister Crowley, conhecido de todos que si interessam por ocultismo moderno e história do rock.

crowley

Crowley, durante quase toda sua vida, se dedicou ao estudo do ocultismo, esoterismo, alquimia. Era defensor da busca exacerbada pelo prazer como sinal de liberdade humana; a sua frase “Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei. Todo homem é um indivíduo único e tem direito a viver como quiser.” , representa bem sua contestação as restrições e princípios judaico-cristão.

Os escritos deste homem foi uma das maiores fontes de inspiração para as primeiras bandas dos anos 70, se tornando, com o tempo, um dos maiores influenciadores para o rumo que alguns segmentos do rock tomaram, ideologicamente falando. Ozzy Osbourne provavelmente é um dos artistas que mais utilizou referências do mago, inclusive com uma canção chamada “Mr. Crowley”. No Brasil, Crowley ganhou notoriedade através da música “Sociedade Alternativa” de Raul Seixas.

Justamente nesse período de ebulição do estilo, a Igreja de Satã surge institucionalizada, tornando mais nítido que haveria um vínculo entre essa religião e a a popularização do rock. Nesse momento aparece o nome de outro indivíduo: Anton Szandor LaVey, o fundador da religião satanista organizada.

Daí em diante nasceram diversas vertentes e subgêneros do rock, dentre as quais, as da linhagem do Metal Extremo, como o Death Metal e Black Metal, que estão enraizados em elementos  macabros da realidade humana.

A banda de Thrash, Slayer, é uma das mais conhecidas pela utilização de símbolos e letras carregadas de referências satânicas.

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Trecho da música “Angel of Death”, de 1986.

Auschwitz, o significado da dor
A maneira que eu quero que vocês morram
Morte lenta, imenso declínio […]

Anjo da morte
Monarca do reino dos mortos
Sádico, cirurgião da morte
Sadista do mais nobre sangue

Destruindo, sem piedade
Ao benefício da raça Ariana

Cirurgia, sem anestesia
Sinta a faca te perfurar intensamente
Inferior, sem uso de humanidade
Amarrado e gritando para morrer […]

Bombeado com fluído, dentro do seu cérebro
A pressão no seu crânio começa a empurrar
Entre os seus olhos
Carne queimando, cai em pedaços
Teste de calor queima sua pele […]

Costurados juntos, cabeças grudadas
Apenas uma questão de tempo
Até vocês se dilacerarem em dois

Milhões deitados em seus
túmulos abarrotados
Repugnantes caminhos para realizar
o Holocausto

Mares de sangue […]

Patéticas vítimas inofensivas
Abandonadas para morrer […]

Anjo da morte
Monarca do reino dos mortos
Infame sanguinário,
Anjo da morte

 

O escritor alemão Thomas Mann, em seu texto “A Missão Da Música No Mundo Moderno”, descreveu, com ares de profecia, o que surgiria apenas após sua morte, com bandas como Black Sabbath e Led Zeppelin.

 “A música é um grande mistério. Em virtude de sua natureza sensual-espiritual e da surpreendente união que ela realiza entre a regra estrita e o sonho, a razão e a emoção, o dia e a noite, ela é sem dúvida o mais profundo, o mais fascinante e, aos olhos do filósofo, o mais inquietante dos fenômenos […] A palavra ‘harmonia’ significa música, mas apenas secundariamente; originalmente, quer dizer matemática. Mas o mundo não é todo ele acordo e harmonia de esferas; ele possui tendências irracionais e demoníacas que os gregos não desprezavam, mas procuraram dominar e integrar em sua religião. Assim o culto de Eleusis adorava as forças obscuras do mundo inferior […] Se o mundo é música, inversamente, a música é o reflexo do mundo, de um cosmos semeado de forças demoníacas. Música é número, a adoração do número, é álgebra ressonante. Mas a própria essência do número não conterá um elemento de mágica, um toque de feitiçaria? A música é uma teologia do número, uma arte austera e divina, mas uma arte em que todos os demônios estão interessados e que, entre todas as artes, é a mais suscetível ao demoníaco […] E os sacerdotes e mestres da música são os iniciados, os preceptores desse ser duplo, a totalidade demoníaco-divina do mundo. É a esperança de uma humanidade que, ao invés de reprimir e portanto exasperar o irracional, aceita francamente, venera e portanto santifica essas forças demoníacas e coloca-as ao serviço da cultura.”

Agora, partindo do pressuposto que de fato existe influencias espirituais atuando entre nós, tanto para o bem quanto o mal, até que ponto a arte pode ser um instrumento/canal para entidades malignas? E quais são os limites quando se trata da utilização de temáticas demoníacas?

A história mostra que não há como se envolver com esse tipo de coisa e não sofrer com sequelas, ou no caso de obstinação nesse caminho, um desfecho trágico. A entrega consciente e premeditada, para ser um instrumento a serviço das trevas, pode levar a um estágio irreversível, onde no coração não há mais espaço para arrependimento, impossibilitando a libertação da alma. (ver Marcos 3.28-29, 1 João 5.16-17).

O pastor Richard Wurmbrand, no seu livro “Era Karl Marx Um Satanista?”, dá um exemplo disso; lá é mostrado fortes evidências, através de correspondências, poemas e relatos de pessoas, que apontam que o fundador do Comunismo, era, de fato, adorador de Satã, (mesmo que os mais apaixonados não gostem de admitir ou amenos cogitar essa possibilidade), e que sua luta era na verdade contra Deus, e não o Capitalismo.

Sobre o fim da vida do filósofo, ele escreve: “Marx morreu em desespero, como todos os satanistas. Em 25 de maio de 1883 ele escreveu a Engels: “Como a vida é insípida e vazia, mas como é desejável!.”

De qual que forma, o certo é que a realidade não é feita de apenas coisas bonitas e agradáveis, ela e constituída de ódio, violência e injustiças, e não abordar esses temas é como fingir que uma boa parcela de realidade (que nós, os seres humanos construímos) não existe, a própria Bíblia faz menção de assassinatos, traições, estupros, suicídios, enfatizando intensamente sobre Satanás e o mal, afinal isso era uma realidade e não dava para ser indiferente a ela.

Por exemplo, no salmo 139.21-22 está escrito: “Não aborreço eu, ó Senhor, aqueles que te aborrecem, e não abomino os que contra ti se levantam? Os aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.”

Essa passagem é forte e descreve um sentimento que todo ser humano está sujeito a sentir, mas não deve ser distorcido como pretexto para alimentar sentimentos de vingança, pois não dá para ler esse texto nessa perspectiva, é só uma questão de bom senso.

Ou ainda: “Filha da Babilônia, que há de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizestes.  Feliz aquele que pegar em teus filhos e esmagá-las a pedra.” (Salmos 137.9). Com certeza não são bem aventurados aqueles que esmagam a cabeça de crianças contra rochas, só um sínico ou desequilibrado destorceria isso.

O que eu quero dizer com isso é que na maioria dos casos, realidade influencia as músicas, e não o contrario; nesse sentido, no geral, não é o rock que prega o Diabo (o que é claro que acontece), mas o diabo que há nas pessoas é retratado nas canções, o que é totalmente diferente. A meu ver, o problema não é abordar esses assuntos, mas manter relacionamento entidades malignas sendo induzidos por elas, e/ou ser um militante da ideologia.

E como existem pessoas que escutam músicas que falam do amor de Deus como forma de apreciação, e que se interessam pela leitura da Bíblia, sem se converterem, é possível escutar músicas com conteúdos sombrios, sem com isso ser necessariamente influenciado negativamente, somente enxergando tudo em uma perspectiva puramente artística, filosófica, cultural e de entretenimento, sem obsessão ou paranoia, como também posso assistir filmes que abordem a temática do horror, e ler um livro que fale sobre espiritualidade pagã.

Acho que essa é uma questão individual, que envolve maturidade e discernimento, e que em muitos em casos, fica difícil dizer se uma pessoa passou dos limites saudáveis de onde se retém o que é bom (1 Tessalonicense 5. 21), em que o interior começa a entrar em processo de degradação; e isso não só em relação a música, mas tudo, dinheiro ou seja lá o que for, por isso Paulo escreve:

“A fé que tens, tens para ti mesmo perante Deus […], e […] tudo que não provém de fé é pecado.” (Romanos 14. 22-23).

Mas se um cantor ou banda rock, forró ou qualquer outro ritmo, estão ou vão se envolver com satanismo ou qualquer gênero de malignidade, quem faz assim, vai arcar com implicações de sua insensatez, colhendo os frutos de suas escolhas, como também uma pessoa em qualquer área da vida, que anda de forma sínica na pratica do mal “[…] dará conta de si mesmo a Deus” (v. 12).


Escolhas

escolhas

Em momentos de caos e desespero em que a própria vida ou a de terceiros esta em jogo, as regras instituídas podem deixar de delimitar as ações, deixando o extinto de sobrevivência aflorar uma parte de nós que não conhecíamos, assim somos capazes de fazer quase tudo, mesmos as coisas mais impensáveis de ser praticada por uma pessoa “civilizada”; tudo depende de fatores externos que nos motive a atitudes dessa natureza.

Um caso desse tipo foi retratado no filme “127 Horas”, que relata a história real do alpinista norte-americano Aron Ralston Lee, que em maio de 2003, ao sair de casa para fazer uma trilha em um deserto sem comunicar a amigos ou familiares, si viu em um dilema:

Enquanto escalava um desfiladeiro, ele sofreu um acidente que o deixou preso no interior de uma fenda devido a uma rocha que caiu sobre seu antebraço, impossibilitando sua locomoção, ficando assim quase seis dias inteiros nessas circunstâncias, si mantendo com uns poucos mantimentos e a água proveniente de chuvas.

Depois de falhar em suas inúmeras tentativas de remover a pedra, e vendo que não haveria como sair dessa situação e preservar seu membro, ele decide amputar o braço utilizando um canivete para si libertar e poupar o resto de seu corpo.

Independentemente se o filme é bom ou não, podemos tirar varias lições com sua história, como por exemplo: Nunca vá sozinho para lugares isolados sem avisar a alguém (é estupidez).

Mas em suma, o filme trata sobre escolhas e as implicações que elas trazem, mostrando que sempre que fazemos uma escolha, ficamos sendo responsáveis pelas consequências dessas decisões, pois de uma forma ou de outra, quando ganhamos algo, estamos deixando outras para trás, a questão é decidir o que realmente dever ser mantido, e o que deve ser descartado, dessa forma podemos afirmar que toda escolha envolve sacrifícios.

A vida de quem se dispõem a seguir Jesus pela prática do evangelho também é assim, pois exige atitudes radicais para libertação e mudança de vida.

Para explicitar isso, Jesus comparou com visceralidade de uma amputação de uma parte do corpo.

“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, […] E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, […] E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno, […].” (Marcos 9. 43, 45, 47).

O que Ele estava dizendo, é que para muitas vezes nos salvar, é necessário passar por processo extremamente desagradáveis, como uma automutilação consciente de coisas que estão profundamente enraizadas no nosso “eu”, requerendo de nós maturidade e disposição para renuncia.

Assim, muitas vezes, ganhar pode significar perder, e uma perda pode representar ganhos muitos mais significativos posteriormente, e a única forma de ser um discípulo de Jesus é abandonando as futilidades que nos impedem de caminhar, pela valorização do que realmente importa para a preservação do corpo, e principalmente da alma (Mateus 10. 28).