Sobre a luxúria

maçã

Há um provérbio que diz:

“Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem.” (ver 2 Pedro 2.14).

Por uma vida marcada pela luxúria, Salomão sabia bem do que estava falando quando o escreveu.

Tendo tido 700 esposas e 300 concubinas, o rei conheceu na carne a fragilidade do coração humano pela vulnerabilidade aos vícios, como também os sofrimentos de correntes destes.

A natureza de Salomão não era pior do que a nossa, somos feitos da mesma matéria, temos os mesmos instintos, e por isso temos as mesmas inclinações carnais.

Como sabemos, o apetite sexual é inerente para a grande maioria das pessoas, e uma vez que um ser humano se entrega a esses desejos, a tendência natural é que se busque cada vez mais.

Então é uma lógica bem palatável as nossas disposições naturais, considerar que só temos uma vida, e que sendo assim, devemos aproveitar todas as ofertas e oportunidade de prazer fácil que nos apareça.

Como cantava Cazuza:

“Canibais de nós mesmos. Antes que a terra nos coma.”

Escrevendo aos romanos, Paulo teceu duras palavras a pessoas que estavam vivendo exatamente nesse espírito, se entregando ao que ele chamou de “disposição mental reprovável”. (Romanos 1.28).

Tudo que praticamos e absorvemos, tomam espaço em nosso coração, com o tempo a nossa essência vai ficando carregada de pensamentos e sentimentos da natureza de nossos hábitos, nos tornando um deposito de tudo que acolhemos do nosso redor.

E semelhante a Roma naquele contexto, hoje temos uma cultura em que a sexualidade esta desvirtuada, onde as pessoas foram reduzidas a apenas objetos para satisfazer caprichos e carências.

Talvez nunca tivemos de maneira global, tanta disponibilidade de prazer imediato.

Os estímulos são abundantes e constantes, pelos elementos eróticos que estão em todas as partes; desde filmes de humor, a propagandas de cervejas.

Não é por acaso que a indústria pornográfica é uma das mais lucrativas do mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, ela arrecada mais do que marcas de renome, como as ligas principais de futebol americano, basquete e beisebol juntas.

Assim como nunca vai faltar demanda para os oferecem produtos e serviços que saciam uma necessidade básica, como a de alimentos; os que atuam em mercados do sexo, como da prostituição, se manterão por sempre haver público para as sustentarem.

E o ser humano nunca estará satisfeito, quanto mais tem, mais busca.

É um ciclo sem fim.

Se voltarmos para o testemunho de Salomão, veremos que depois de usufruir abundantemente dos prazeres lascivos, o experiente rei conclui que no final, tudo se torna banal.

O que a princípio se apresentava aos nossos sentidos como muito bom, com o tempo se torna comum; como uma música que gostamos muito, depois de escutada dezenas de vezes fica tediosa, ou uma comida que achamos saborosa, e que posteriormente simplesmente não temos o mesmo prazer em degustar.

No fim, para os que se entregam a um estilo de vida promíscuo, o que resta é frustração e vazio, porque tudo é vaidade. (Eclesiastes 1.2).

Por isso Jesus nos aconselha:

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia […].”

Não há como preservar uma alma saudável entregando nossos membros como instrumentos de iniquidade, ou estando com a mente impregnada com toda sorte de pensamentos alimentados por cobiça.

Nesse ambiente de facilidades e de corrupção generalizada, temos que vencer a nós mesmo, dia após dia, para não nos conformar com o mundo, ou com nosso lixo interior.

Para sobreviver espiritualmente devemos estar em constante processo de renovação da mente para preservação do nosso caráter. (Romanos 12.2).

Essa é a recomendação de Cristo para seus discípulos:

“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar de pé na presença do Filho do Homem.”

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