Escolhas

escolhas

Em momentos de caos e desespero em que a própria vida ou a de terceiros esta em jogo, as regras instituídas podem deixar de delimitar as ações, deixando o extinto de sobrevivência aflorar uma parte de nós que não conhecíamos, assim somos capazes de fazer quase tudo, mesmos as coisas mais impensáveis de ser praticada por uma pessoa “civilizada”; tudo depende de fatores externos que nos motive a atitudes dessa natureza.

Um caso desse tipo foi retratado no filme “127 Horas”, que relata a história real do alpinista norte-americano Aron Ralston Lee, que em maio de 2003, ao sair de casa para fazer uma trilha em um deserto sem comunicar a amigos ou familiares, si viu em um dilema:

Enquanto escalava um desfiladeiro, ele sofreu um acidente que o deixou preso no interior de uma fenda devido a uma rocha que caiu sobre seu antebraço, impossibilitando sua locomoção, ficando assim quase seis dias inteiros nessas circunstâncias, si mantendo com uns poucos mantimentos e a água proveniente de chuvas.

Depois de falhar em suas inúmeras tentativas de remover a pedra, e vendo que não haveria como sair dessa situação e preservar seu membro, ele decide amputar o braço utilizando um canivete para si libertar e poupar o resto de seu corpo.

Independentemente se o filme é bom ou não, podemos tirar varias lições com sua história, como por exemplo: Nunca vá sozinho para lugares isolados sem avisar a alguém (é estupidez).

Mas em suma, o filme trata sobre escolhas e as implicações que elas trazem, mostrando que sempre que fazemos uma escolha, ficamos sendo responsáveis pelas consequências dessas decisões, pois de uma forma ou de outra, quando ganhamos algo, estamos deixando outras para trás, a questão é decidir o que realmente dever ser mantido, e o que deve ser descartado, dessa forma podemos afirmar que toda escolha envolve sacrifícios.

A vida de quem se dispõem a seguir Jesus pela prática do evangelho também é assim, pois exige atitudes radicais para libertação e mudança de vida.

Para explicitar isso, Jesus comparou com visceralidade de uma amputação de uma parte do corpo.

“E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, […] E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, […] E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno, […].” (Marcos 9. 43, 45, 47).

O que Ele estava dizendo, é que para muitas vezes nos salvar, é necessário passar por processo extremamente desagradáveis, como uma automutilação consciente de coisas que estão profundamente enraizadas no nosso “eu”, requerendo de nós maturidade e disposição para renuncia.

Assim, muitas vezes, ganhar pode significar perder, e uma perda pode representar ganhos muitos mais significativos posteriormente, e a única forma de ser um discípulo de Jesus é abandonando as futilidades que nos impedem de caminhar, pela valorização do que realmente importa para a preservação do corpo, e principalmente da alma (Mateus 10. 28).

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