Verdade que liberta

liberdade

“[…] e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (João 8. 32).

A verdade em muitos casos não é algo agradável de ser aceito ou visto, pois ela tem o poder de abrir um leque em nossas mentes e nas percepções do que está a nossa volta, que por vezes, desfaz o nosso mundinho em que nos fechamos e das ilusões que criamos acerca do nosso eu.

Por isso nós temos a tendência a acharmos conveniente desconhecer a existência de acontecimentos do nosso dia a dia, e realidades em relação a nós mesmos, porque quando não conhecemos um determinado problema, não sentimos a obrigação de tomar medidas, e ficamos isentos de qualquer responsabilidade, e, consequentemente, em estado de acomodação.

Por essa realidade, as pessoas se vêm tentado buscar verdades convenientes, meias verdades, verdades distorcidas, selecionando aquelas que lhe tragam algum beneficio e que esteja de acordo com seus posicionamentos, sendo indiferente a outras tantas que são antagônicas as suas posições ditas como absolutas.

Isto é algo histórico; quando Pedro e João foram interrogados pela cura de um homem coxo que vivia a porta do templo pedindo esmolas, o Sinédrio buscou negar o milagre explícito, mas logo percebeu que o fato não poderia ser refutado.

“[…] Que havemos de fazer a estes homens? porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar.” (Atos 4. 16).

O que restou aos mestres da lei foi tentar estancar a verdade com ameaças para que não mais falassem no nome, e em nome de Jesus (versos 7-8).

Algo do mesmo gênero ocorreu com próprio Cristo, com relação aos fariseus que conspiraram para tirar a Sua vida, e a de Lázaro após a ressurreição deste, por não ser mais possível negar as obras que Ele operava. (João 11. 47-57, 12. 9-11).

Contudo, a verdade não pode ser destruída, mesmo que seja omitida ou ignorada, ela é, e continuará sendo; por isso não é possível lutar contra ela, pois é um combate perdido e sem sentido; argumentações arrojadas, manobras bem elaboradas pela mídia, não apagam a veracidades dos fatos.

Ora, “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” (2 Coríntios 13.8). (ver Gálatas 4. 16).

Na narrativa dos evangelhos não vemos Jesus procurando esmagar pensamentos e posturas opostas ao da Sua mensagem, com grandes teorias, ou usando influência para induzir as multidões ao seu favor; a única arma que Ele usava era a exposição da verdade aplicada com amor, não como um instrumento para condenar, ou para trazer vexame, mas para tornar livre da prisão que os homens chamam de liberdade, e isso sem grandes sinais de poder para impor submissão, ou admiração por estereótipo de divindade.

E sempre que reconhecida, a verdade gerou vida, pois independente de qualquer coisa, ela nos melhora; Pedro chorou amargamente quando se viu um traidor de seu Mestre por tê-lo negado (Mateus 26. 75), ele enxergou o quanto era distinto do que falava de si mesmo, mas, após isso, com certeza Simão se tornou um homem melhor e mais consciente de quem era.

Enquanto não abraçamos a verdade, ficamos presos em erros, mas por outro lado, quando encaramos e aceitamos a ela, somos libertos de mentiras e enganos, porquanto a verdade é libertadora, mesmo que algumas vezes dolorosas.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: