Medo

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Pulso acelerado, tremor, palidez, suor gélido; quem nunca provou um desses sintomas causados por desconforto de determinadas coisas e situações?

Se você não sofre de psicopatia em alto grau, então essas reações físicas intrínsecas a natureza humana não devem ser incomum em sua vida.

Na verdade o temor até certo nível é benéfico, por funcionar como espécie de alerta do organismo a um perigo eminente, fazendo com que nos portemos com cautela para autopreservação.

Talvez devido a essa inerência, o imaginário popular tenha desenvolvidos inúmeras fantasias conforme a cultura e época, com aquilo que proporciona terror nas mentes das pessoas; de fato, o ser humano mostra uma estranha atração por aquilo que remete ao mal.

Afinal o que leva uma pessoa a ir ao cinema para assistir a cenas que lhe proporcione o sentimento de pavor? Se não o prazer pela adrenalina em decorrência do medo, e ao mesmo tempo a segurança por se tratar de algo fictício.

Há ainda os que vão mais longe, e buscam viver uma existência se expondo de modo premeditado ao que a maioria evitaria a todo custo experimentar.

Em outro extremo, há pessoas que deixam de usufruir as coisas mais naturais da vida, pela fobia que governa suas mentes, fobias estas que maximizam as possibilidades mínimas em quase certezas, que transformam formigas em gigantes; pois é isso que a valorização demasiada  no foco do medo produz pela perda do controle emocional, atingindo as faculdades físicas e mentais do ser.

Um barulho desconhecido, ou arbusto se mexendo em um lugar isolado, pode se transformar, em um coração desprovido de Jesus, em um fantasma, monstro, e dependendo das subjetividades do indivíduo, qualquer outra coisa associada a imagens de sua mente; e conforme a amplitude que esses tipos de ocorrências ganhe, a popularidade desses relatos os tornam cada vez mais hiperbólicos e assombrosos, e com o tempo podem se transformar em contos e lendas urbanas.

Todo isso pelo medo irracional em corações sem fé ou senso crítico, mas cheios de superstições e crendices que não estão em conformidade com espírito do evangelho.

“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. (2 Timóteo 1. 7).

Por duas vezes pelos menos, Jesus exortou aos seus discípulos a não se deixarem dominar pelo pavor, mas terem fé e não ficarem aterrorizados.

“[…] Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?”, “[…] Tende bom ânimo; sou eu, não temais”. (Marcos 4. 40, 6. 50 ).

Anos depois do que Cristo proferiu essas palavras, João escreveu:

“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1 João 4. 18).

Em outros termos, o que ele estava dizendo é que Deus é amor (verso 8), logo, quem esta cheio de amor, esta cheio de Deus, e onde Deus habita não a lugar para covardia.

É isso que vemos no livro de Atos dos apóstolos e no decorrer do Novo Testamento; homens se mostrando convictos, ousados e abundantes na busca do bem, aqueles que anteriormente se apresentavam covardes e inconstantes como Pedro, cheios de ódio e juízo como Paulo, se mostraram livres de todo assombro e hesitação para perseverar na vida.

Quando a consciência do evangelho entra na mente, e se instala em nós a fé na grandeza e amor de Deus, no nosso coração não a mais espaço o pavor que causa estagnação, e mesmo que psicologicamente possamos sentir o medo por circunstâncias diversas, não andamos mais pelo sentir, mas pelo crer (2 Coríntios 5. 7), pela certeza Naquele que é maior que tudo e todos, e que todo medo, diante desse fato, é irracional.

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