Nós, a religião e o evangelho.

Hoje fazendo uma análise sobre mim mesmo, comecei a pensar sobre como nós, de forma geral, somos atrofiados para fazer o bem, e espontâneos para o mal.

Por exemplo:

Quase sempre dar uma palavra de conforto, é muito mais difícil do que ofender; ou abraçar uma pessoa que estar em aflição, do quer ser indiferente.

Geralmente o que é bom nos causa indisposição e constrangimento.

Isso é verdade, pense quantas vezes você quis declarar seu amor a alguém (mãe, pai, ou qualquer outro) e não o fez por vergonha, e quantas vezes pronunciou palavras torpes (falsas, motivadas por raiva etc.) sem nenhum receio.

Por isso a cada dia que passa, mais fico convencido que a religião é só mais um dos mecanismos de escape para não ter que se praticar o essencial (aquilo que vai totalmente contra a nossa natureza).

Como um pai ou uma mãe que compra um jogo de última geração para o filho, como forma de compensar a falta de afeto da parte deles.

No ambiente da internet isso também ocorre, principalmente pela comodidade e facilidade de não ter nem sequer que sair de casa, e poder dizer com letras garrafais que “ama Deus”, ou que “Jesus é minha vida”, sem se dar o trabalho de olhar nos olhos daqueles que são marginalizados pela sociedade.

Mas ai vem o evangelho e desconstrói todas as nossas muralhas de defesa, porque para o evangelho não importa quem eu ache que sou, ou que os outros pensam sobre mim, muito menos meu nome, status, cargos, ou qualquer outra coisa. 

Para o evangelho a única questão que realmente vale é: se eu chorei com os que estavam chorando, ou se eu quando pude, proporcionei abrigo aos que estavam ao relento.

O evangelho é tão simples, claro e direto, que nos deixa nu, sem nenhuma teologia para argumentação, sem brechas. 

Ai o que resta é: se eu fiz aquilo que eu queria que os outros fizessem comigo, e se não fiz o que não gostaria que fizessem comigo; se paguei o mal com o bem, ou se fiz o mal antes que outros o fizessem.

Jesus é assim, Ele descarta todos os motivos de nossas jactâncias, e nos mostra o quanto elas são patéticas quando confrontadas com a Verdade.

11/07/2013

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