The Walking Dead

zumbis

Imagine se um dia você acordasse em um mundo em que a vida tivesse se tornado algo para poucos, em que maioria das pessoas estivessem mortas.

A série de TV The Walking Dead trata exatamente disso.

Seu roteiro é inspirado em uma sequência de quadrinhos que narra a história de um grupo de pessoas que tentam sobreviver em um mundo em que a grande maioria da população se transformou em “mortos-vivos”.

No primeiro episódio, Rick Grimes, um policial de uma pequena cidade americana, é atingido com um tiro em uma perseguição a criminosos; o que o levou ao coma.

Após se recuperar parcialmente de seu estado de saúde, ele se depara com uma realidade perturbadora; durante o tempo que estava inconsciente, a humanidade foi atingida por uma tragédia global, que ocasionou não só a morte das pessoas, como também “zumbificação” dos cadáveres.

A partir daí, ele e outros poucos sobreviventes, lutam para viver em meio a corpos que se movem simplesmente para saciar sua pulsão por carne, mas sem qualquer resquício de verdadeira vida.

De fato, a morte, é um dos assuntos que mais chamam a atenção humana, gerando medo, e até mesmo fascínio; quando vamos as Escrituras encontramos registrados dois tipos possíveis de morte, a física, que diz respeito ao aspecto biológico, e a espiritual, que está relacionada com a apostasia e ausência do Espírito Santo e amor no ser; desse modo, é possível que uma pessoa esteja viva fisiologicamente, mas morta espiritualmente.

Nero, Pilatos, Herodes, são exemplos de homens que tinham poder e riquezas, mas no íntimo não havia vida, e outros como João Batista, que não possuía grandes bens matérias, mas era como uma árvore planta junto a ribeiro de águas (Salmos 1.3).

Por isso, a série é para mim uma alegoria apropriada para representar à sociedade em que vivemos, onde, de fato, a maioria não vive, apenas andam, veem, falam, trabalham, mas não têm Deus como a essência de sua existência.

A cada dia que passa as pessoas estão ficando cada vez mais insensíveis ao sofrimento alheio, fazem o que for necessário para alcançar os seus objetivos e saciar a ganância e egoísmo; não é difícil perceber isso quando vemos nos jornais assassinatos pelos motivos mais fúteis.

Paulo disse que nos últimos dias os homens seriam amantes de si mesmos, blasfemos, sem afeto natural, irreconciliáveis, cruéis, cheios de toda a iniquidade, cheios de homicídio, contenda, engano, malignidade; irreconciliáveis, sem misericórdia e inimigos do bem (2 Timóteo 3.2-4, Romanos 1.29-31).

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” (Mateus 24.12).

Há uma multidão de “mortos-vivos” se movendo para satisfazer suas necessidades e impulsos, se afastando da vida, e alimentando seu estado de morte interior; fazem o que a mídia lhe impõe, trabalham onde não gostam para comprar o que não precisam; não pensam, nem questionam, apenas seguem o sistema desse mundo corrompido, fazendo exatamente o oposto que Jesus disse.

A proposta de Jesus é para a vida, e vida em abundância (João 10.10), não abundância do que é palpável, não de prazeres ou conforto, mas vida, vida espiritual.

“Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal.”, “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.” (Deuteronômio 30.15, 19).

A chave da felicidade está em buscar ser como Ele foi; pensar, falar, olhar para as pessoas como Cristo O fez, se fizermos isso, a vida se instala em nós.

É preciso a perda da vida, para achá-la (Mateus 16.25); isso significa que para alcançarmos plenamente a vida, devemos nos comportar segundo Cristo.

“Fiel é esta palavra: Se morremos com ele, com ele também viveremos.” (2 Timóteo 2.11).

Deus oferece a vida a todos, mas a grande maioria prefere a morte à vida, são poucos os que se dispõem a isso, a andar pelo mesmo caminho que Jesus andou (Mateus 22.14).

Muitas vezes buscamos a vida onde não há o amor de Deus, e onde não existe amor, não há genuinamente vida; ora, se não há vida, há na verdade a morte e o mal, e se buscamos a morte, começamos a morrer.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6.2). (ver Tiago 1.15).

Cristo nos aconselha a não temermos os que matam o corpo, mas antes aquele que pode fazer perecer a alma (Mateus 10. 28).

Quando aceitamos Jesus em nossa existência, então a morte deixa reinar, e verdadeiramente, e de fato, desfrutamos da vida; foi para isso que Ele veio a terra, para se entregar a morte e nos dar a vida.

Ele tem o poder que restaurar plenamente a vitalidade, por mais grave que seja o estado de óbito de um ser, pois Dele vem toda fonte de vida, é necessária apenas uma palavra (Ezequiel 37. 1-10).

“Eu asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (João 5.24).

“se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse […] por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Romanos 5.17-18).

Jesus é a ressurreição e a vida; quem Nele crê, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê nunca morrerá (João 11.25-26).

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