Sadhu Sundar Singh

Pelo fato de a Escritura está repleta de sinais e fenômenos sobrenaturais feitos por parte de Deus, pode parecer a primeira vista que,  a operação de milagres, feitos miraculosos, são os mais importantes, e que demonstram maior poder de Deus.

Essa era a mentalidade dos fariseus, que pediram ao Mestre um sinal claro de sua procedência divina.

“Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado,..” foi Sua resposta.

Jesus nunca operou maravilhas para provar quem era, isso só ocorria como resposta de amor e por amor as pessoas.

Ele também nunca enfatizou as curas e maravilhas como sendo seu principal objetivo.

Sua principal missão era, trazer sobre si todas as nossas faltas e transgressões, ser humilhado para que pudéssemos ter uma nova vida, e foi esse motivo de Sua vinda a terra; transformar-nos para salvação.

Desde então, vidas tem sido mudadas radicalmente, ao provar da Água Viva e o Pão da Vida, nascendo de novo, e se tornando novas criaturas.

E foi o que ocorreu com Sadhu Sundar Singh.

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Nascido na Índia, em 03 de setembro de 1889, era de uma família de poder aquisitivo elevado e influente politicamente; desde cedo, teve contato com cultura ampla, que tinha como prioridade como o conhecimento religioso, que abrangia diversas vertentes religiosas, como islamismos, hinduísmos, budismos, e ainda o cristianismo, pela qual tinha aversão tanta que o levou a queimar uma Bíblia.

Quando criança já havia adquirido alto nível de conhecimento mediante leitura dos livros sagrados da cultura oriental. A figura materna foi uma das grandes influências no molde de uma personalidade voltada para a espiritualidade. Sempre o incentivando a não priorizar o material e se desviar de futilidades a valorizar a paz interna. Isso ele buscou, por meio das religiões que lhe era apresentada como sendo a verdade, contudo sem sucesso em sua busca.

Aos quinze anos, Sundar sofre um grande golpe em sua vida: a morte de sua mãe. Com essa perda, ele cai em um estado de tristeza e desânimo, que junto com o sentimento de frustração, pelo esforço de saciar a alma, fizeram com que ele caísse em estado de depressão, o que culminou em sua apostasia.

Sem esperança, e desprovido de qualquer perspectiva de melhora, o suicídio surgiu no seu coração como o caminho para acabar com o sofrimento.

Resolveu ele trilhar o mesmo caminho de que Judas trilhou, quando sua alma foi abatida pela culpa da traição.

Maquinou se jogar contra o trem que passava todas as manhãs no vilarejo onde morava, para por um fim em sua existência.

Mas antes em seu quarto, passou a noite em oração, não como antes, onde rogava com fé para as divindades buscando a plenitude interior; agora clamava por algo ou alguém, que não sábio se existia, que soubesse o que ele estava passando, e tivesse o poder para ajudá-lo; sua oração era como um grito de socorro.

As suas palavras e lágrimas não foram, tratadas com indiferença e frieza; Deus contempla a todos os que buscam nas aflições uma luz de esperança, mesmo que não se manifeste quando e como desejamos.

Jesus tem seus olhos sobre os que se encontram em desespero e sem saída, quando os meios e recursos humanos não podem ajudar.

“[…] e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6.37).

Em certo momento, ocorreu o que mudaria a sua história. No momento da oração suplicante, Sundar foi surpreendido por uma entidade que nunca seus olhos haviam visto, possuía uma luz que revelava que, independente de quem fosse, não poderia ser deste mundo, pois a glória que emanava de Sua presença transcendia muito a de qualquer outro, e diante desse presença prestou-se ao chão.

“Você estava orando para saber o caminho certo. Eu sou o caminho.” disse o ser.

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Ele viu que Suas mãos estavam transpassadas, então percebeu, que só poderia ser Cristo, e que este era o verdadeiro e único Deus.

“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.”, o mesmo que se revelou a Paulo no caminho para Damasco, e a João, na ilha de Patmos, não mudou. O Seu poder e amor não diminuíram (Malaquias 3.6), Pois Nele “[…] não há mudança nem sombra de variação.”.

Aquele momento marcou sua vida como um divisor de águas. Ele recebera uma paz que jamais tinha provado, sentia uma paz que excedia tudo entendimento (João 14.27, Filipenses 4.7).

Quando se ergueu, a figura tinha desaparecido, mas a alegria que sentia não, e perduraria por toda a sua vida.

Quando sai do quarto, foi dar testemunho a seu pai e irmãos, do que tinha-se passado com ele. Porém, Sundar não foi levado a sério, consideraram que ele não estava em sua perfeita saúde mental, devido à recente perda de sua mãe; pensaram que era apenas um momento de desequilíbrio que logo passaria; mas com tempo perceberam que não.

A cada dia que passava, Sundar se mostrava cada vez mais fervoroso nas suas orações a Deus, e na leitura do livro que, não a muito tempo, havia queimado. Essa dedicação suscitou a ira de seus familiares, levando ele a escolher entre os laços sanguíneos que o ligava a família ou O Sangue do Cordeiro que o unia a Deus.

Está escrito:

“[…] de hoje em diante haverá, numa mesma casa, cinco pessoas divididas, três contra duas e duas contra três. Estarão divididas: o pai contra o filho, e o filho contra seu pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe”, e “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim.”

Mesmo sobre pressões e ameaças, chantagens e subornos, ele renunciou sua vida e tomou sua cruz. Perdeu a herança e o afeto que lhe cabia como filho, mas somente a graça de Deus lhe trouxe o gozo que o preencheu por completo, e não necessitava da mais nada para uma vida de felicidade.

“Bem-aventurados serão vocês, quando os odiarem, expulsarem e insultarem, e eliminarem o nome de vocês, como sendo mau, por causa do Filho do homem.” (Lucas 6.22).

Movidos por ódio, seu pai se tornou um instrumento das forças das trevas, ao envenená-lo; no entanto, Deus lhe proporcionou o primeiro escape, de muitos ao decorrer de sua carreira, se cumprido o que foi dito pelo profeta Isaias:

“Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará..” (54.17).

Ele encontrou guarida com missionários cristãos, que cuidaram de sua saúde, e com quem ficou por três anos, sendo batizado e discipulado, até sua ida para pregar o evangelho aos povos da Ásia; durante esse período, quase sempre se mantinha em uma postura discreta.

Uma das características que mais chamam a atenção com relação à Sundar foram as vestes que utilizou para suas viagens missionárias; ele não usava trajes  ocidentais, mas roupas tradicionais indianas, usadas por monges (Sadhu), o que facilitava a aceitação de mensagem que levava; vestido com manto amarela e com os pés descalços, sem dinheiro ou bens matérias, somente levava com sigo um Novo Testamento, com o qual defendia a salvação de todos os que viveram em sinceridade de coração, segundo o conhecimento que tiveram da verdade; para ele, a vida eterna era alcança única e exclusivamente pela graça Deus, e não por conhecimento de um conjunto de doutrinas.ImageSua vida foi marcada pela modéstia e humildade, sem ter tido filhos ou mesmo se casado. Nunca teve um emprego, pois se entregou por completo a Deus e se dedicou sem reservas a o seu ministério, pregando pelas vilas, aldeias, e povoados, passando pelo frio e solidão das montanhas da Índia ao Tibete, vivendo pela caridade de pessoas que lhe supriam suas necessidades básicas de alimentação e moradia.

De quando em quando, se isolava por vários dias para orar, jejuar e meditar profundamente na palavra de Deus, ficando conhecido como “o homem que se parecia com Jesus”.

Sendo por muitas vezes preso, e passando por perigos de morte e perseguições, foi um dos grandes responsáveis pela disseminação do evangelho na Índia, e tornou-se um dos maiores missionários não registrados na Bíblia que se tem conhecimento, influenciando a fé de nomes como C. S. Lewis e também de desconhecidos.

Provavelmente Sundar faleceu na Cordilheira de Himalaia em 1929, em uma de suas várias viagens ao Tibete; ele foi visto pela última vez em 18 de abril deste mesmo ano, pouco antes de partir; na ocasião sua saúde já estava comprometida pela intensidade de sua obra; causa de sua morte é desconhecida, e seu corpo nunca foi encontrado.

Sadhu Sundar Singh escreveu oito livros entre 1922 e 1929, e as histórias sobre suas jornadas como monge andarilho, levando a bandeira de Cristo no mesmo espírito dos apóstolos, tem sido um instrumento de edificação e inspiração que tem cruzados as fronteiras aonde seus calejados pés nunca pisaram.

O Apóstolo Dos Pés Sangrentos – (Boanerges Ribeiro).

Aos Pés Do Mestre – (Sadhu Sundar Singh).

Elos De Uma Corrente Dourada: C.S. Lewis, George MacDonald e Sadhu Sundar Singh – (Kathryn Lindskoog).

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