Romanos 3

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No capitulo três da epístola aos Romanos, Paulo faz uma construção da interioridade do ser humano; ele utiliza trechos do antigo testamento, fazendo uma espécie de radiografia do interior; o apóstolo retira a casca da aparência e expõe a verdadeira natureza humana. Ele nos dá dessa forma, uma visão do que está na alma:

“A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; a sua boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Nos seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante dos seus olhos.” (13-18).

Semelhante descrição fez Jesus em relação aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.” (Mateus 23.27). (Ver Mateus 7.15).

Cristo expôs a podridão por atrás da aparência de piedade dos religiosos e moralistas, mostrando a obscuridade do que havia dentro deles. Deus olha para o interior, por isso, não fica impressionado com performances que demonstramos externamente.

“[…] porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.”, “Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições os furtos, os homicídios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males procedem de dentro e contaminam o homem.” (1 Samuel 16.7, Marcos 7.21-23). (ver Gálatas 2.6).

Ele nos vê como realmente somos; todas as nossas intenções, pensamentos, desejos e sentimentos estão explícitos a Sua vista, e não a como esconder nada diante de Dele.

O rev. Caio Fabio baseado na passagem de Romanos, afirma que se pudéssemos enxergar como as pessoas são de fato, se fosse-nos dado a capacidade de ver como o mundo sobrenatural nos vê, provavelmente ficaríamos assustados com a monstruosidade que viríamos:

Modelos como rostos angelicais e os traços mais meigos, seriam apresentadas com semblantes não menos horrendos do que em um filme de terror, o caráter de pessoas totalmente desviadas dos padrões estabelecidos por Deus se apresentaria de forma visível aos olhos; a ganância, cobiça, ódio, inveja, e todos os males da alma, veriam perante nós através de uma aparência proporcional a sua natureza maligna criando um verdadeiro espetáculo de horrores.

Mas não é necessário que venhamos a adquirir uma capacidade sobrenatural para enxergar a nós e aos outros além das aparências.

No evangelho de Mateus é dito que: “Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Pelos frutos, pois, os conhecereis.” (7.16-17).

Com uma simplicidade esmagadora, que qualquer criança compreenderia, O Mestre nos dá uma fórmula, usando uma lógica que não dá brecha para argumentos, ou mesmo complementos.

Não é possível para uma videira frutificar maçãs, e quando vemos uma fruta sabemos de que árvore ela provem, e do mesmo modo esse princípio se aplica as pessoas (ver também Tiago 3.11-12).

Cristo diz que não devemos julgar segundo a aparência, mas pela reta justiça, segundo os critérios do evangelho (João 7.24).

No entanto, o mais importante, não é ver as imperfeições alheia, mas antes, as de si próprio: “Examine-se, pois, o homem a se mesmo […]” (1 Coríntios 11.28); por meio da analise da palavra de Deus é que adquirido o conhecimento dos nossos pecados (Romanos 3.20).

“Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era a sua aparência.” (Tiago 1.23-24).

Através das escrituras com os relatos históricos de Jesus, podemos olhar para nós mesmos e contemplar nossa aparência disforme, e assim retirar “as traves e os argueiros” que temos (Mateus 7.1-5), e buscar a semelhança de um caráter como o de Cristo, pois é somente essa beleza que é apreciada e valorizada por Deus, e é a única coisa que levaremos para eternidade.

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