O essencial em nós

“[…] tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. […] quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”
 (Mateus 25.35-36,40).

 Deus é amor (1 João 4.7-21), e aquele que em sua vida não dar frutos de amor sincero (Romanos 12.9), não pode ser considerado um verdadeiro seguidor de Cristo, pois esse é o elemento essencial de Seus ensinos; isso é o que afirma o próprio Jesus no evangelho de João, capitulo treze, verso trinta e cinco, que diz: “Nisto Conhecerão todos que sois meus discípulos: Si tiverdes amor uns aos outros”.

O apostolo Paulo afirma na epistola aos efésios que devemos andar em caridade, como Cristo o fez (5.2). Logo, amar genuinamente é a marca incontestável de uma verdadeira conversão; dogmas, liturgias, rituais, templos, são apenas criações humanas, são exterioridades, que em sua maioria tem muito mais haver com religiosidade, do que a mensagem do evangelho puro e simples de Jesus.

O amor é a essência, a religião é em sua grande parte aparência; o primeiro transforma o caráter e se manifesta nas atitudes, já o segundo são invenções que por vezes leva a vaidade, acariciada pelos homens e motivada pelo ego, pelo desejo de ser visto e aplaudido.

Agora compare a primeira passagem do começo do texto, com Mateus 7.22-23, e veja o que realmente tem valor para Deus:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

Esse raciocínio é exposto e confirmado em primeiro aos Coríntios capítulo treze, nos três versos iniciais:

“[…] se não tiver amor, nada serei.”; “[…] se não tiver amor, nada disso me aproveitara.”.

As palavras mais belas, os atributos intelectuais e espirituais mais fantásticos, e as maiores obras de sacrifícios são reduzidas a nada sem o essencial nelas contidas.

Jesus negará diante de Deus todos que durantes anos viveram de uma rotina religiosa e de moralismo, mas sem, contudo, darem frutos (Lucas 8.15) de misericórdia, mansidão e longanimidade para com o próximo, O negando dessa forma, diante dos homens (Mateus 10.33).

Em Tiago 1.27 é dito que “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guarda-se da corrupção do mundo.”, Jesus exemplificou isso de forma clara em Lucas 10.30-37, com a narrativa do bom samaritano.

Desse modo, uma caridade concreta que vai além de sentimentos, gerando obras (Tiago 2.14-18), e a santidade a Deus, é a “religiosidade” que Ele requer de nós, consequência da operação do Espírito Santo no cerne de nossas vidas, e contra isso não há lei (Gálatas 5.22-23). (ver Mateus 5.43-44, Romanos 12.20).

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