Deus e o mal

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As realidades das guerras, da fome, das doenças, desigualdades e injustiças, são inegáveis.

Como pode ser possível então, acreditar que há um Deus que é amor e é perfeito em todos os Seus propósitos?

Como falar em um ser misericordioso frente a tantos fatos de natureza explicitamente oposta?

Muitos têm cultivado no seu íntimo, sentimentos de aversão a Deus, por pensarem que Ele é o culpado das tragédias e infortúnios que ocorrem no mundo; outros descartam a possibilidade de existência de um Criador misericordioso pela evidente mal generalizado.

Acho que as pessoas pensam dessa maneira pela falta de uma visão mais abrangente das causas de tudo isso, por não haver um maior cuidado e sensibilidade para analisar a fonte de todo as calamidades existentes.

O fato de haver um Deus misericordioso, não anula a possibilidade de haver desgraças.

Deus nos concedeu o dom do livre arbítrio, significando que não a interferência divina nos caminhos que optamos por seguir; foi assim com Satanás, ele optou por ir direção oposta a vontade de seu Autor, deixou-se levar pelo orgulho e vaidade, que o levou a rebelião contra Deus, culminando na perda de seu alto posto, e na exclusão definitiva do céu.

Poderia Deus telo destruído, mas isso iria contra a Sua natureza que concede liberdade, em lugar ao controle tirânico e perverso (2 Timóteo 2.13, Tito 1.2); e é assim com todos os quem é concedia o fôlego de vida.

O Senhor não quis para se, marionetes ou robôs, para poder controlar, Ele quis filhos que O amassem por livre vontade; “[…] Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te atrai.”, “Atrai-os com cordas humanas, com cordas de amor […]” (Jeremias 31.3 e Oséias 11.4) por isso O Pai não poderia deixar de criar Lúcifer e todos os anjos, e posteriormente os as homens que sabia que iriam trilhar o caminho da desobediência, pois Deus é honesto, não haveria coerência em criar seres livres, mas somente os Ele sabia que iram lhe prestar obediência, seria como se um ditador aplicasse uma eleição em seu país, onde seriam contabilizados somente os votos a seu favor.

Mesmo que muitas das atrocidades durante a nossa história tenham sido feitas utilizando o nome de Deus como pretexto (Jeremias 7.31, 19.5, 32.35), Ele nunca aprovou, nem móvel um dedo para fazer guerras, atentados terroristas, torturas, ou qualquer outra barbaridade.

Lamentavelmente Deus tem sido usado como “bode expiatório” para isentar a culpa dos homens, esses mesmos homens que em sua presunção fazem questão de aboli- lo de suas vidas, e se jactam por seus poder e autossuficiência.

“[…] tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7), (ver versos 8, 9 e 10).

“O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto.” (Provérbios 22.8).

Para cada ação, há uma reação de natureza equivalente por parte da própria existência; essa é uma lei irrefutável e infalível da vida.
Vou usar um exemplo bem simplista para descrever o que foi exposto acima:

Digamos que um homem que começou a fumar desde cedo, na sua adolescência, indo contra a vontade de seus pais; a princípio ele não sente nada, e nem ver problema algum no que faz, por pensar que sendo jovem, tinha de usufruir o que a vida oferece; quando adulto ele se acha totalmente independente, não tendo de dar satisfação a ninguém; mas em um determinado momento dessa trajetória ele é diagnosticado com câncer nos pulmões, e passa a partir de então a sofrer pelos males de sua enfermidade.

Ora, não é necessário questionamentos como: “Por que isso aconteceu?” ou “Quem é o culpado?”.

“O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere.” “Tão certo como a justiça conduz para vida, assim o que segue o mal, para a sua morte o faz.” (Provérbios 11.17, 19).

Somos cegos para ver as consequências dos nossos atos, e orgulhosos para não reconhecermos a nossa responsabilidade pela degradação do mundo; só é possível ser curado dessa cegueira, quando temos a coragem de olhar para dentro de nós para ver que o que acontece externamente são apenas os efeitos do que há no nosso interior, os fatos são motivados por sentimentos e desejos humanos, e a realidade atual é apenas um reflexo nos mesmos.

“Eis que eu trarei mal sobre este povo, O PRÓPRIO FRUTO DOS SEUS PENSAMENTOS.” (Jeremias 6:19).

Se os nossos caminhos fossem os caminhos de Deus, e o nosso desejo fosse tão somente o da observância da Sua palavra então o amor e a paz reinariam no mundo.
“Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! então seria a tua paz como um rio, e a tua justiça como as ondas do mar.” (Isaías 48.18).

“[…] Ah, Israel, se me ouvires! […] Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis. Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos. Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos!” (Salmos 81.8,11-13).

Deus já mostrou provas suficientes de que nos ama, enviando o Seu Melhor para a salvação de assassinos, ladrões, de mim e de você, nos livrando da culpa e da
condenação de tudo mal que praticamos nesta vida.

Ele, em Seu inesgotável amor pela sua criação, não nos abandona, nem é indiferente a nossa dor; chegará o tempo em que será enxugada dos olhos toda a lágrima; e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor; porque as primeiras coisas passaram (Apocalipse 21.4), (ver capítulos 21 e 22).

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