O único verdadeiramente bom

Certa vez Jesus foi abordado por um jovem que era possuidor de muitos bens, ele questionou O Mestre acerca do que teria de fazer para alcançar a vida eterna, esse encontro é narrado nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas; e se lermos nas três passagens, veremos que no desfecho dessa história o coração do rapaz se mostrou como aqueles que O Mestre comparou na parábola do semeador como terra de espinhos que recebem a palavra, mas logo deixam pelo apego  e fascinação pelas riquezas deste mundo (Mateus 13.22).

O jovem pensava que seguindo uma cartilha religiosa seria uma “boa pessoa”, e poderia ser salvo; contudo, a resposta que escutou, desmoronou todos os seus conceitos e opiniões acerca de seus méritos.

As palavras que Jesus proferiu, mostraram a ele, e continua mostrando que para ganhar a vida eterna era preciso antes de tudo uma mudança profunda no interior do indivíduo; era, e ainda é necessário, mais do que estar em uma religião desde a infância e praticar ações ritualizadas, ou fazer sacrifícios mecânicos, pagar promessas e afins.

Somente reconhecendo que não há mérito humano nenhum, que é possível receber a graça da salvação; por isso muitos que se encontram em situações de penúria interior e são oprimidos pelo moralismo e convenções sociais, se mostram muitas vezes mais receptíveis a mensagem do evangelho, por terem consciência da necessidade de uma benção imerecida, e outros tantos rejeitam a luz que recebem por estarem cegos em relação ao que realmente são, conforme a Parábola do Fariseu e do Publicano em  Lucas 18.9-14

Quando Jesus esteve encarnado entre os homens foi que aconteceu.

“[…] Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.” (Mateus 21.31-32).

E quantos hoje estão a trilhar o caminho do engano por estarem cegos pelo orgulho e sentimento de justificação própria?

Quantos vivem espiritualmente mortos, achando que sendo politicamente correto impressionam e causam admiração em Deus?

Todos quanto tem esse sentimento no coração, criam um muro que impede de a misericórdia e o perdão de Deus os alcance, pela falta arrependimento, que só vem mediante reconhecimento da condição de pecador, e de que tudo quanto fazemos e possuímos é por misericórdia de Deus, o único que é verdadeiramente bom (Marcos 10.18).

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